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ARTÍCULOS

Las Reformas en La Monarquía Portuguesa: de Pombal a Don Rodrigo De Sousa Coutinho
  Traducido por Josune Bragado.
1 Cfr. Hamish M. Scott (ed.), Enlightened Absolutism. Reform and Reformers in Later Eighteenth-century Europe (Londres: 1990).
2 Cfr. Jeremy Black, Kings, Nobles and Commoners. States and Societies in Early Modern History. A Revisionist History (Londres: 2004), p. 134.
3 Cfr. H. Scott, Enlightened Absolutism, y Derek Beales, “Religion and Culture”, en T. C. W. Blaning (coord.), The Eighteenth Century (Oxford: 2000), pp. 131-177.
4 Cfr. el muy reciente debate: António Hespanha, “A Note on Two Recent Books on the Patterns of Portuguese Politics in the 18th Century”, y Nuno Gonçalo Monteiro, “The Patterns of Portuguese Politics in the 18th Century or the Shadow of Pombal. A Reply to António Manuel Hespanha”, e-Journal on Portuguese History, vol. 5, núm. 2 (invierno 2007).
5 Kenneth Maxwell, “Idéias imperiais”, en Francisco Bethencourt y Kirti Chaudhuri (dirs.), História da expansão portuguesa, vol. 3 (Lisboa: 1998), p. 410.
6 Francisco Bethencourt, “A América portuguesa”, en Francisco Bethencourt y Kirti Chaudhuri (dirs.), História da expansão portuguesa, vol. 3 (Lisboa: 1998), p. 241.
7 Laura de Mello e Sousa, O sol e a sombra. Política e administração na América portuguesa do século xviii (São Paulo: 2006), p. 49.
8 António Hespanha, “A Note on Two Recent Books”.
9 A. M. Hespanha, “Porque é que foi «portuguesa» a expansão portuguesa? ou O revisionismo nos trópicos”, www.hespanha.net/papers/2005, p. 12.
10 Sustentando la fundamental coincidencia de objetivos, contra mi punto de vista, cfr. José Luís Cardoso y Alexandre Mendes Cunha, “Discurso econômico e política colonial no Império Luso-Brasileiro (1750-1808)”, Tempo (en prensa).
11 Cfr. Jorge Borges de Macedo, O marquês de Pombal. 1699-1782 (Lisboa: 1982), p. 17.
12 Jorge Borges de Macedo, A situação económica no tempo de Pombal, 2ª ed. (Lisboa: [1945-1951] 1982), p. 85.
13 Cfr. Fernando António Novais, Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808) (São Paulo: 1979), p. 116. Este punto de vista tiene alguna correspondencia en otras historiografías, como la española; cfr. J. M. Portillo Valdés, “La crisis imperial de la monarquía española”, en M. Broers et al. (eds.), El imperio napoleónico y la nueva cultura política europea (Madrid: 2011), pp. 337-352.
14 Cfr., entre otros, Andrée Mansuy-Diniz Silva, “Portugal e o Brasil: a reorganização do império, 1750-1808”, en L. Brethel (org.), História da América Latina, vol. i (São Paulo: 1998), pp. 477-518; Maria Beatriz Nizza da Silva (coord.), O Império luso-brasileiro 1750-1822, vol. viii de J. Serrão y A. H. Oliveira Marques (dirs.), Nova história da expansão portuguesa (Lisboa: 1986); y Francisco Bethencourt y Kirti Chaudhuri (dirs.), História da expansão portuguesa, vol. 3 (Lisboa: 1998).
15 Cfr. Nuno Gonçalo Monteiro, Elites e poder. Entre o Antigo Regime e o liberalismo, 2ª ed. (Lisboa: 2007), p. 19 y ss.
16 Hasta 1703, Francia era una efectiva alternativa comercial e incluso política, pues Portugal comenzó a apoyar al candidato Borbón en la guerra. Cfr., entre otras, las colaboraciones de Leonor Freire Costa, “Da Restauração a Methuen: ruptura e continuidade” y Nuno Gonçalo Monteiro, “Portugal, a Guerra da Sucessão de Espanha e Methuen: algumas considerações gerais”, en O Tratado de Methuen (1703). Diplomacia, guerra e economia, (Lisboa: 2003).
17 Isabel Cluny, O Conde de Tarouca e a diplomacia na Época Moderna (Lisboa: 2007), p. 256.; Cfr. J. Borges de Macedo, História diplomática portuguesa. Constantes e linhas de força (Lisboa: 1979).
18 Llamó la atención, por la relevancia de este tópico, Maria de Fátima Gouvêa, “Poder político e administração na formação do complexo atlântico português (1645-1808)”, en J. Fragoso, M. F. Bicalho y M. F. Gouvêa (org.), O Antigo Regime nos Trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos xvi-xviii), (pref. de A. J. R. Russell-Wood) (Río de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001).
19 Cfr. Jack P. Greene, Negotiated Authorities. Essays in Colonial Political and Constitutional History (Virginia: 1994), y Jack P. Greene, “Transatlantic Colonization and the Redefinition of Empire in the Early Modern Era. The British-American Experience”, en C. Daniels y M. Kennedy (eds.), Negotiated Empires. Centers and Peripheries in the Americas, 1500-1820 (Nueva York: 2002), pp. 267-282; François-Xavier Guerra, “L’État et les communautés: comment inventer un empire?”, Nuevos Mundos/Mundo Nuevo (febrero 2005), http://nuevomundo.revues.org/document 625.html.
20 Rafael Bluteau, “Monarquia”, en Vocabulario portuguez e latino, aulico, anatomico, comico, critico, chimico, dogmatico, dialetico, e Autorisado com exemplos dos melhores escriptores portugueses e latinos; e offerecido a el rey D. João V, 8 vols. (Coímbra: 1712-1721); el tema referido merece una mucho más amplia discusión.
21 Expresión discutible, cuya semántica puede invocar perspectivas ideológicas pretéritas que están en las antípodas de lo que se pretende destacar, pero que utilizamos ya en Nuno G. Monteiro, “Governadores e capitães-mores do império atlântico português no século xviii, en Maria Fernanda Bicalho y Vera L. A. Ferlini (orgs.), Modos de governar. Idéias e práticas políticas no império português. Séculos xvi-xix (São Paulo: 2005), p. 96, y que fue retomada en João Fragoso y Maria de Fátima Silva Gouvêa recensión de F. Bethencourt y Diogo Ramada Curto, Portuguese Oceanic Expansion, 1400-1800. e-Journal on Portuguese History, vol. 5, núm. 2 (invierno 2007).
22 Justamente criticada por J. P. Greene, “Transatlantic Colonization and the Redefinition of Empire”, p. 268.
23 A. M. Hespanha, “Porque é que foi ‘portuguesa’ a expansão portuguesa?”.
24 A propósito del Consejo Ultramarino en el reinado de don Juan, comparar, entre otros, Mafalda Soares da Cunha y Nuno G. Monteiro, “Governadores e capitães-mores do império atlântico português nos séculos xvii e xviii, en N. G. Monteiro, P. Cardim y M. S. da Cunha (orgs.), Óptima Pars. Elites ibero-americanas do Antigo Regime (Lisboa: Imprensa das Ciências Sociais, 2005), pp. 211-214, y Maria Fernanda Bicalho, “Inflexões na política imperial no reinado de D. João V”, Anais de História de Além-Mar, vol. viii (2007), pp. 37-56; para su fase inicial, comparar Edval de Souza Barros,Negócios de tanta importância”: O Conselho Ultramarino e a disputa pela condução da guerra no Atlântico e no Índico (1643-1661) (Lisboa: 2008).
25 Cfr. Nuno G. Monteiro, “Identificação da política setecentista. Notas sobre Portugal no início do período joanino”, Análise Social, núm. 157 (2001), pp. 961-987.
26 Cfr. Eduardo Brazão, D. João V. Subsídios para a história do seu reinado (Porto: 1945); Jaime Cortesão, Alexandre de Gusmão y el Tratado de Madrid, 2ª ed., tomo i (Lisboa: 1984); José Pedro Ferraz Gramoza, Sucessos de Portugal. Memorias Históricas Politicas e Civis em Que Se Descrevem os mais Importantes Sucessos Ocorridos em Portugal desde 1742 até ao Anno de 1804 (reunidos por Francisco Maria dos Santos) (Lisboa: 1882), pp. 7-11 y Luís Ferrand de Almeida, Páginas dispersas. Estudos de História Moderna de Portugal (Coímbra: 1995), pp. 192-194.
27 Cfr. Maria Fernanda Bicalho, A cidade e o império. O Rio de Janeiro no século xviii (Río de Janeiro: 2003), pp. 83-85.
28 Cfr. Mónica Ribeiro, “«Se faz preciso misturar o agro com o doce»: a administração de Gomes Freire de Andrada, Rio de Janeiro e centro-sul da América portuguesa (1748-1763)” (tesis doctoral, Río de Janeiro: uff, 2010).
29 M. Lucena-Giraldo, “The Limits of Reforms in Spanish America”, en Gabriel Paquette (ed.) Enlightened Reform in Southern Europe and its Atlantic Colonies, c. 1750-1830 (Ashgate: 2009).
30 Anthony Paggden, Señores de todo el mundo. Ideologías del Imperio en España, Inglaterra y Francia (en los siglos xvi, xvii y xviii) (Barcelona: 1997), p. 180 (traducción del autor).
31 Por tal se entiende las élites locales dominantes, generalmente de origen europeo. No existía un correspondiente semántico en Brasil. Creo que no es casualidad. Según Bluteau, “criollo” quería decir “esclavo que nació en la casa de su señor”; el término “criollo de la tierra” fue utilizado una sola vez en el proceso de la deslealtad minera para designar a un hombre de color pardo —cfr. Roberta G. Stumpf, Filhos das Minas, americanos e portugueses: identidades coletivas na Capitania das Minas Gerais (1763-1792) (São Paulo: 2010), p. 200—. En el mismo contexto, el término “mazombos”, tan relevante en Pernambuco a comienzos del siglo xviii para designar a los locales —cfr. Evaldo Cabral de Mello, A fronda dos mazombos. Nobres contra mascates: Pernambuco, 1666-1715 (São Paulo: 1995)—, sólo aparece como una ocurrencia secundaria (cfr. R. Stumpf, Filhos das Minas).
32 Números propuestos por Vitorino Magalhães Godinho, “L’emigration portugaise (xve-xviiie siècles)”, Revista de História Económica e Social, núm. 1 (1978), pp. 5-32, y, retomados, entre muchos otros, por Robert Rowland, “O problema da emigração: dinâmicas e modelos”, en Francisco Bethencourt y Kirti Chaudhuri (dirs.), História da expansão portuguesa, vol. 4 (Lisboa: 1998), p. 305.
33 Máximo Livi Bacci, “500 anos de demografia brasileira: uma resenha”, Revista Brasileira de Estudos de População, vol. 19, núm. 1 (enero-junio 2002).; A. J. R. Russell-Wood, Um mundo em movimento: os portugueses na África, Ásia e América (1415-1808) (Lisboa: 1998), p. 98, expone valores un poco más elevados.
34 Nicolas Sánchez-Albornoz, “A população da América Espanhola Colonial”, en L. Brethel (org.), História da América Latina, vol. ii (São Paulo: 2004), p. 52; los mismos valores son presentados por John Lynch, “El reformismo borbónico e Hispanoamérica”, en Agustín Guimerá (ed.), El reformismo borbónico (Madrid: 1996), p. 39.
35 Cfr. Carlos Martínez Shaw, La emigración española a América (Gijón: 1994), pp. 167 y 249.
36 Cfr. James Horn, “British Diaspora: Emigrants from Britain, 1680-1815”, en P. J. Marshal (ed.), The Oxford History of the British Empire: The Eighteenth Century (Oxford: 2001), p. 32; a partir de la segunda mitad del siglo xviii, sin embargo, la referida emigración británica fue superior (cerca de 150 000 personas en 25 años).
37 Cfr. Carlos Martínez Shaw, La emigración española a América.
38 Cfr. James Horn, “British Diaspora”, p. 31.
39 Máximo Livi Bacci, “500 anos de demografia brasileira”, p. 146.
40 Cfr. Carlos Martínez Shaw, La emigración española a América, pp. 178-194.
41 Cfr. los trabajos decisivos de Jorge Pedreira, entre ellos “O Brasil, fronteira de Portugal. Negócio, emigração e mobilidade social (séculos xvii e xviii), en Mafalda Soares da Cunha (coord.), Do Brasil à Metrópole. Efeitos sociais (séculos xvii-xviii) (Évora: 2001), pp. 47-72. Se debe subrayar que la articulación entre emigración y mundo rural en el Miño se sustenta en una amplia bibliografía sobre éste, que no cabe citar aquí.
42 Cfr., para Bahía, los datos recopilados por Jorge Pedreira y, para las otras capitanías, la bibliografía citada anteriormente.
43 Cfr. Junia Ferreira Furtado, Homens de negócio: a interiorização da metrópole e do comércio nas Minas setecentistas, 2ª ed. (São Paulo: 2006), p. 154; y Carla M. C. Almeida, “Homens ricos em Minas colonial”, en Maria Fernanda Bicalho y Vera L. A. Ferlini (orgs.), Modos de governar, p. 370.
44 Stuart Schwartz, Da América portuguesa ao Brasil (Lisboa: 2003), pp. 228-230.
45 Cfr. bibliografía antes citada y Helen Osório, O império português no Sul da América. Estancieiros, lavradores e comerciantes. Rio Grande do Sul (2007), p. 277 y ss., sobre todo la página 283.
46 Cfr. los datos presentados para 1823-1834 en Gladys Sabina Ribeiro, A liberdade em construção. Identidade nacional e conflitos antilusitanos no Primeiro Reinado (Río de Janeiro: 2002), p. 181 y ss., que confirman el predominio de los jóvenes solteros, miñenses, alfabetizados y destinados a ser recibidos por comerciantes ya establecidos en Río entre las centenas de emigrantes portugueses llegados con pasaporte en los años posteriores a la independencia.
47 António Henriques da Silveira, “Racional discurso sobre a província do Alentejo”, en Memórias económicas da Academia das Ciências de Lisboa, reed. de José Luís Cardoso (Lisboa: [1789] 1990), p. 50.
*  Nota de la traductora: el término reynóis, más usado en la India que en Brasil, se emplea para identificar a los nacidos en la península ibérica, igual que lo hacía “peninsulares” en la América española.
48 Entre los raros municipios portugueses en los que había negociantes elegibles en número apreciable están el de Figueira da Foz (tardíamente creado en 1771) y los de Covilhã y Fundão (ligados a la industria textil de la lana), casos absolutamente excepcionales y que no incluían ningún centro urbano sede de comarca o especialmente relevante; cfr. Nuno G. Monteiro, “Elites locais e mobilidade social em Portugal nos finais do Antigo Regime”, en Nuno G. Monteiro, Elites e poder, pp. 62-64.
49 Cfr. María de Fátima S. Gouvêa, “Os homens da governança do Rio de Janeiro em fins do século xviii e início do xix, en O município no mundo português, pp. 545-562. Cfr. João Fragoso, Carla M. C. Almeida y Antonio C. Jucá de Sampaio (orgs.), Conquistadores e negociantes. Histórias de elites no Antigo Regime nos trópicos. América lusa, séculos xvi a xviii (Río de Janeiro: 2007).
50 Cfr. Avanete Pereira Sousa, “Poder local, cidade e actividades económicas (Bahia, século xviii)” (tesis doctoral, São Paulo: USP, 2003), pp. 143-145; y Avanete Pereira Sousa, “Poder local e autonomia camarária no Antigo Regime: o Senado da Câmara da Bahia (século xviii)”, en Maria Fernanda Bicalho y Vera L. A. Ferlini (orgs.), Modos de governar, p. 319.
51 Cfr. George F. Cabral de Souza, “Elite y ejercicio de poder en el Brasil colonial: la Cámara Municipal de Recife (1710-1822)” (tesis doctoral, Salamanca: US, 2007).
52 Cfr. María Aparecida Borrego, “A teia mercantil. Negócios e poderes em São Paulo colonial 1711-1765” (tesis doctoral, São Paulo: 2006), pp. 141-142.
53 Cfr. Fábio Khun, “O poder na aldeia: as elites locais na fronteira da América portuguesa. Viamão (1763-1773)”, Revista do Instituto Histórico Geográfico do Rio Grande do Sul, núm. 141 (2006-2007), pp. 46-49.
54 Arno Wehling y María José Wehling, Direito e justiça no Brasil colonial. O Tribunal da Relação do Rio de Janeiro-1751/1808 (Río de Janeiro-São Paulo: 2004), pp. 268-269.
55 Cfr. Guilherme Pereira das Neves, E receberá mercê: a Mesa da Consciência e Ordens e o clero secular no Brasil, 1808-1828 (Río de Janeiro: 1997), p. 193 y ss.
56 Cfr. José Pedro Paiva, Os bispos de Portugal e do Império 1495-1777 (Coímbra: 2006), pp. 555-557 e informaciones generosamente ofrecidas por el autor.
57 Stuart B. Schwartz y James Lockhart, A América Latina na época colonial (Río de Janeiro: 2002), pp. 450-451.
58 António Pereira de Figueiredo, Elogios dos Reis de Portugal em Latim e em Portuguez Illustrados de Notas Históricas e Críticas (Lisboa: Offic. de Simão Tadeu Ferreira, 1785), pp. 261 y 263-265.
59 J. Borges de Macedo, O marquês de Pombal, p. 18.
60 Cfr. J. Borges de Macedo, A situação económica, p. 33; en el mismo sentido, Joaquim Romero Magalhães, “Sebastião José de Carvalho e Melo e a economia do Brasil”, Revista de História Económica e Social, núm. 8, 2ª serie (2004).
61 Cfr. João Lúcio de Azevedo, O marquês de Pombal e a sua época, 2ª ed. (1990).
62 Cfr. K. Maxwell, O marquês de Pombal (Lisboa: 2001), p. 111.
63 Cfr. Francisco José Calazans Falcon, A época pombalina (política econômica e monarquia ilustrada) (São Paulo: 1982), p. 292.
64 José Barreto (sel., lectura, introd. y notas), Sebastião José de Carvalho e Melo. Escritos económicos de Londres: 1741-1742 (Lisboa: 1986), pp. 42-43.
65 Cfr. J. Lúcio de Azevedo, Épocas do Portugal económico, 4ª ed. (Lisboa: 1978).
66 Cfr. H. E. S. Fisher, De Methuen a Pombal-O comércio anglo-português de 1700 a 1770 (Lisboa: 1984).
67 Cfr. Leonor Freire Costa, “Relações económicas com o exterior”, en Pedro Lains y Álvaro Ferreira da Silva (org.), História económica de Portugal 1700-2000, vol I (Lisboa: 2005), p. 264.
68 Cfr. H. E. S. Fisher, De Methuen a Pombal, pp.153-154.
69 El 82% del total, según María Manuela Rocha y Rita Mantins de Sousa, “Moeda e crédito”, en Pedro Lains y Álvaro Ferreira da Silva (org.), História económica de Portugal 1700-2000, vol i, p. 221.
70 Presunción en gran medida infundada; cfr. Leonor Freire Costa, “Entre o açúcar e o ouro: permanência e mudança na organização dos fluxos (séculos xvii e xviii)”, en J. Fragozo et al. (ed.), Nas tramas da rede (Río de Janeiro: 2006).
71 Cfr. José Augusto França, Lisboa pombalina e o Iluminismo (Lisboa: Livros Horizonte, 1965); J. Borges de Macedo, A situação económica, p. 49 y ss.; J. Miguel Pedreira, Os homens do negócio da praça de Lisboa de Pombal ao vintismo (Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 1995); K. Maxwell, O marquês de Pombal, cap. 4.
72 Cfr. Nuno Gonçalo Monteiro, D. José, na sombra de Pombal, 2ª ed. (Lisboa: 2008), p. 87 y ss.
73 Cfr. Joaquim Romero Magalhães, “Carvalho e Melo e a economia do Brasil”, p. 16.
74 Cfr. Nuno Gonçalo Monteiro, D. José, pp. 286-309.
75 Cfr. ibidem, pp. 97-101.
76 António Carreira, As companhias pombalinas: de Grão-Pará e Maranhão e Pernambuco e Paraíba, 2ª ed. (Lisboa: 1983), pp. 231-232.
77 António Carreira, As companhias pombalinas, pp. 222 y 281-302; José Ribeiro Júnior, Colonização e monopólio no nordeste brasileiro. A companhia geral de Pernambuco e Paraíba (1759-1780) (São Paulo: 2004).
78 Luiz Felipe de Alencastro, “Le versant brésilien de l’Atlantique-Sud: 1550-1850”, Annales HSS, núm. 2 (marzo-abril 2006), p. 359.
79 Cfr. H. E. S. Fisher, De Methuen a Pombal, pp. 68-80.
80 Cfr. María Manuela Rocha y Rita Mantins de Sousa, “Moeda e crédito”.
81 Cfr. Leonor Freire Costa, “Relações económicas com o exterior”, p. 288.
82 Cfr. H. E. S. Fisher, De Methuen a Pombal, p. 68.
83 Cfr. J. Borges de Macedo, A situação económica, pp. 85-99; H. E. S. Fisher, De Methuen a Pombal, p. 74 y ss.; J. Miguel Pedreira, Estrutura industrial e mercado colonial. Portugal e Brasil (1780-1830) (Lisboa: 1994), p. 44 y ss.
84 K. Maxwell, A devassa da devassa. A inconfidência mineira: Brasil e Portugal 1750-1808 (São Paulo: 1978), p. 68; María Manuela Rocha y Rita Mantins de Sousa, “Moeda e crédito”, p. 217.
85 Álvaro Ferreira da Silva, “Finanças Públicas”, en Pedro Lains y Álvaro Ferreira da Silva, História económica de Portugal 1700-2000, p. 241.
86 Fernando Tomaz, “As finanças do Estado pombalino (1762-1776)”, en Estudos e ensaios em homenagem a Vitorino Magalhães Godinho (Lisboa: 1988), p. 376.
87 F. Tomaz, “As finanças do Estado pombalino”, pp. 366-367.
88 Francisco José Calazans Falcon, A época pombalina, pp. 294-296; K. Maxwell, O marquês de Pombal, p. 137 y ss., especialmente p. 145.
89 Francisco José Calazans Falcon, A época pombalina, pp. 297-300.
90 Como hace tiempo se reconoce judiciosamente por Dauril Alden, Royal Government in Colonial Brazil with Special Reference to the Administration of Marquis of Lavradio, 1769-1779 (Berkeley: 1968), p. 11.
91 António Vasconcelos Saldanha, As capitanias do Brasil: antecedentes, desenvolvimento e extinção de um fenômeno atlântico (pref. Frédéric Mauro) (Lisboa: 2001).
92 Maria Fernanda Bicalho, A cidade e o império, pp. 83-84; A. Wehling y M. J. Wehling, Direito e justiça no Brasil colonial, p. 126 y ss.
** Nota del editor (Txema Portillo): (PENDIENTE).
93 M. Fernanda Bicalho, A cidade e o império, pp. 83-85.
94 Dauril Alden, Royal Government in Colonial Brazil, p. 42.
95 Ibidem, p. 472.
96 Cfr. Charles Boxer, Portuguese Society in the Tropics. The Municipal Councils of Goa, Macao, Bahia, and Luanda (Madison: 1965); Maria Fernanda Bicalho, “As Câmaras ultramarinas e o governo do Império”, en J. Fragoso, M. F. Bicalho y M. F. Gouvêa (orgs.), O Antigo Regime nos Trópicos, pp. 189-221.
97 Cfr. Joaquim Romero Magalhães, “Carvalho e Melo e a economia do Brasil”, p. 3.
98 K. Maxwell, A devassa da devassa, p. 88.
99 Dauril Alden, Royal Government in Colonial Brazil, p. 281 y ss.; K. Maxwell, A devassa da devassa, p. 63.
100 Dauril Alden, Royal Government in Colonial Brazil, pp. 312-352.
101 Cfr. Roberta Stumpf, trabajo en curso, “A venalidade de ofícios na América portuguesa do século xviii”.
102 L. F. de Alencastro, “Le versant brésilien de l’Atlantique-Sud”, p. 360.
103 Rita H. de Almeida, O diretório dos índios. Um projecto de “civilização” no Brasil do século xviii (facsímil)(Brasilia: 1997), p. 373 y ss.
104 Ângela Domingues, Quando os índios eram vassalos. Colonização e relações de poder no norte do Brasil na segunda metade do século xviii (Lisboa: 2000), p. 66.
105 Ibidem, p. 116 y ss.
*** Nota de la traductora: la expresión “oficiais das ordenanças” hace referencia a una fuerza militar de actuación local (una milicia), la “tercera línea”.
106 K. Maxwell, O marquês de Pombal, p. 142 y ss.
107 Dauril Alden, Royal Government in Colonial Brazil, pp. 111-112.
108 Ibidem, p. 53.
109 Cfr. Heloísa Liberalli Bellotto, Autoridade e conflito no Brasil colonial: o governo Morgado de Mateus em São Paulo (1765-1775) (São Paulo: 2007), p. 254.
110 Arno Wehling, A administração portuguesa no Brasil de Pombal a D. João (1777-1808) (Brasilia: 1986), p. 195.
111 Juan Carlos Caravaglia y Juan Marchena, América Latina: de los orígenes a la Independencia II. La sociedad colonial ibérica en el siglo xviii (Barcelona: 2005), p. 309.
112 John Lynch, “El reformismo borbónico e hispanoamérica”, p. 44.
113 John Elliot, Empires of the Atlantic World. Britain and Spain in America 1492-1830 (Yale: 2006), pp. 317-319.
114 M. Lucena-Giraldo, “The Limits of Reforms in Spanish America”, p. 316.
115 D. A. Brading, “A Espanha dos Bourbons e seu Império americano”, en L. Brethel (org.), História da América Latina, vol. I, p. 406.
116 S. Schwartz y J. Lockhart, A América Latina na época colonial, pp. 448-449.
117 Cfr. J. M. Delgado Barrado, “Reformismo borbónico y compañías privilegiadas para el comercio americano (1700-1756)”, en Agustín Guimerá (ed.), El reformismo borbónico, pp. 123-143.
118 Cfr. Pedro Pérez Herrero, “Reformismo borbónico y crecimiento económico en la Nueva España”, en Agustín Guimerá (ed.), El reformismo borbónico, p. 85 y ss.
119 A pesar de los nuevos impuestos establecidos en Brasil después del terremoto, se puede con toda probabilidad decir que la carga tributaria directa e indirecta sobre el interior del país (exceptuando zonas de minería) era mucho menos pesada que aquélla que incidía sobre el interior del reino; basta recordar que en la América portuguesa la base tributaria de la administración de la Corona era el diezmo y en el reino, por añadidura a éste, se cobraban derechos forales señoriales (en ambos casos no era, en general, la Corona quien los recibía, sino el clero y la aristocracia) y, además de una serie de impuestos indirectos, también el impuesto directo de la décima, fuertemente reforzado en 1762-1763. El asunto merece otro tratamiento, de modo que aquí simplemente se esboza la problemática.
120 Cfr., entre otros, J. Lynch, “El reformismo borbónico e hispanoamérica”, pp. 49-54.
121 Cfr. Jeremy Adelman, Sovereignty and Revolution in the Iberian America (Princeton: 2006), p. 32.
122 K. Maxwell, A devassa da devassa, p. 94.
123 Marqués de Alorna, Memórias políticas (presentación de J. Norton) (Lisboa: 2008), pp. 89-92; al contrario de lo que se indica en esta edición, es probable que el manuscrito haya sido escrito por el sexto conde de S. Lourenço.
**** Nota de la traductora: el término “Virandeira” hace referencia al cambio político posterior a la caída del marqués de Pombal.
124 Cfr. Ronald Raminelli, Viagens ultramarinas. Monarcas, vassalos e governo a distância (São Paulo: 2008).
125 Cfr. Maria Alexandre Lousada, “Espaços de sociabilidade em Lisboa: finais do século xviii a 1834” (tesis doctoral, Lisboa: fll: 1995); Ana Cristina Araujo, A cultura das luzes em Portugal. Temas e problemas (Lisboa: 2003).
126 Cfr. Luiz Carlos Villalta, “Montesquieu’s Persian Letters and Reading Practices in the Luzo-Brazilian World”, en Gabriel Paquette (ed.), Enlightened Reform in Southern Europe, pp. 119-139.
127 Cfr. Roberta Stumpf, Filhos das Minas e Istvan Janksó, Na Bahia contra o Império. História do ensaio de sedição de 1798 (São Paulo: 1996).
128 Valentim Alexandre, Os sentidos do Império. Questão nacional e questão colonial na crise do Antigo Regime português (Oporto: 1993), pp. 44-89; y J. M. Pedreira, Estrutura industrial e mercado colonial, p. 272.
129 Cfr. José Luís Cardoso, “Nas malhas do império: a economia política e a política colonial de D. Rodrigo de Souza Coutinho”, en J. L. Cardoso (coord.), A economia política e os dilemas do Império luso-brasileiro (1790-1822) (Lisboa: 2001) y Gabriel Paquette, Enlightenment, Governance, and Reform in Spain and its Empire 1759-1808 (Basingstoke: 2008).
130 Valentim Alexandre, Os sentidos do Império, p. 85.
131 Ibidem, p. 132.
Nuno Gonçalo Freitas Monteiro
Universidad de Lisboa


Para contribuir al debate sobre la Ilustración lusitana, el autor se acerca al periodo pombalino y se pregunta si realmente puede hablarse de un conjunto coherente de reformas y si éstas son comparables a las borbónicas. Al tiempo que inscribe la etapa mencionada en una breve historia moderna de la monarquía portuguesa, enfatiza las repercusiones del periodo ilustrado en el Brasil colonial.


Introducción

En el marco de una historia general de Europa y de sus Imperios ultramarinos, se considera comúnmente a los mediados del siglo xviii como el punto de inicio de grandes transformaciones y de un ciclo de reformas, asociadas con frecuencia al discutido concepto de despotismo ilustrado.1 Aunque a menudo debatida,2 se trata, ante todo, de una cronología más o menos consagrada de la historia europea,3 así como de la historia de los Imperios atlánticos europeos. Por regla general, y con renovado interés y atención recientes, se admite que es ya en buena medida, sobre todo después de la Guerra de los Siete Años (1756-1763), un conflicto de disputa colonial entre potencias europeas y que el reformismo se propaga al continente americano, donde va a marcar muchas de las dimensiones de su destino ulterior.


Louis-Michel van Loo y Claude Joseph Vernet, Retrato del Marqués de Pombal, 1766. Óleo sobre tela, Museu da Cidade / Câmara Municipal de Lisboa, Portugal.

Con mayor razón, el periodo pombalino aparece regularmente como el ejemplo en el espacio de la América portuguesa de esas reformas llevadas a cabo por las potencias europeas coetáneas. Si, por norma, es visto como un marco de ruptura en la historia portuguesa,4 es natural que ese diagnóstico se extienda al corazón de los “dominios” lusitanos, que, sin discusión alguna, tuvieron casi siempre un papel central en la política del siglo xviii lisboeta. Aun así, aquello que en un principio parece una evidencia, deja de serlo cuando se mira con la debida atención la bibliografía sobre el asunto, que al final alimenta diversas lecturas.

En un mismo volumen de una historia de la expansión portuguesa podemos encontrar tanto la afirmación sustentada por K. Maxwell de que “la más dramática reformulación de la política portuguesa para Brasil tuvo lugar durante el largo gobierno del marqués de Pombal, entre 1750 y 1777”5 como el juicio, subrayado por F. Bethencourt, de que “las reformas pombalinas no transforman […] [el] estándar tradicional del ejercicio del poder en el Imperio”.6 A pesar de que recientemente L. de Mello admitió que fue antes de Pombal cuando se comenzaron a verificar “mudanzas substantivas” en el “equilibrio del Imperio” y en las “políticas metropolitanas” que sobre él incidían,7 en sentido inverso, António M. Hespanha (que en materia de política interna portuguesa confiere al pombalismo una dimensión esencial de ruptura con el pasado)8 afirma que sólo “a finales del siglo xviii se comienza a intentar articular una política colonial”.9

Por supuesto, importa desde ya destacar que tanto en Brasil como en Portugal, con independencia del discutible origen de las políticas reformistas, éstas no finalizaron con Pombal. En consecuencia, uno de los temas más complejos reside precisamente en la dificultad de calificar las fuentes de inspiración de las reformas pombalinas, en saber si dichas fuentes pueden ser entendidas como ilustradas y, por último, si las reformas de fin de siglo compartieron una matriz con la acción pombalina.10

Además, la coyuntura pombalina ha sido relacionada con diversas crisis, con cronologías e incidencias variables, pero que habrían precipitado el impulso reformista. De crisis del Estado y hasta de las finanzas de la monarquía portuguesa se habla a propósito de sus inicios;11 a la crisis del comercio colonial y a las remesas de oro se alude cuando se analiza el reinado de don José (1750-1777) en los años posteriores;12 y, en términos más globales, se habla incluso de crisis del “antiguo sistema colonial”, particularmente visible con la Independencia americana de 1776, prenuncio de una “crisis de todo el Antiguo Régimen”.13

Lo que se pretende con este texto es subrayar las características esenciales de la monarquía portuguesa a mediados del siglo xviii para, en parte, en función de ese legado, analizar las transformaciones sufridas después de 1750 y su impacto atlántico, comparando esas mutaciones con las que entonces tenían lugar en los Imperios vecinos más destacados. La dimensión comparativa ayuda a comprender mucho mejor las características peculiares del caso analizado, sobre todo porque se trata, en el caso del Imperio español, de una evolución que, en buena medida, puede considerarse inmersa en una auténtica “historia cruzada”, como lo fue la interdependencia de la evolución de ambas monarquías peninsulares. Casi todo aquello que se va a analizar es bien conocido por la historiografía,14 principalmente en su dimensión empírica. Lo que se trata de ofrecer es una propuesta analítica diversa, valorizando mucho más las dimensiones “objetivas” y contextuales sobre aquellas que aluden a las genealogías textuales y a las herencias discursivas, aunque se reconozca que la opción alternativa es igualmente defendible.

La monarquía pluricontinental portuguesa durante
el reinado de don Juan V

Para la materia que aquí nos interesa discutir, es esencial recordar algunos de los rasgos fundamentales de la evolución de la monarquía portuguesa desde su Restauración en 1640: los nuevos equilibrios institucionales en el reino, que cristalizan después del fin de la guerra con España (1668); la consolidación de la alianza inglesa después de 1703; la reorientación en Brasil —que esbozada desde la Restauración es definitivamente adoptada en la última década del siglo xvii—; y, de forma más cercana, la evolución de la administración central durante el reinado de don Juan V (1706-1750).

Vista de la Plaza de Comercio de Lisboa, junto al río Telo, donde se encontraba el Palacio Real de Portugal y la sede de la Corte y del Gobierno de los lusos en el siglo XVII. Además de ofrecer una descripción de distintos grupos sociales portugueses, puede verse al Rey Juan IV (en su carro) dirigiéndose al Palacio de Ribeira. Dirk Stoop, Terreiro do Paço, 1662. Óleo sobre tela, 123 x 172.5 cm. Museo Nacional de Arte Antiga, Lisboa.

Algunos de los aspectos peculiares de Portugal en este periodo resultaron solamente de enfatizar los efectos de una de las herencias históricas más importantes de la monarquía portuguesa moderna en su dimensión europea: la escasa importancia de los cuerpos políticos intermedios y de su casi nula expresión territorial.15 Al construirse exclusivamente a través de la reconquista y no por vía de la unión dinástica, Portugal no constituía una “monarquía compuesta”, ni integraba comunidades político-institucionales preexistentes. No se detectaban derechos regionales, ni instituciones propias de las provincias, ni siquiera comunidades lingüísticas acentuadamente diversificadas. Sobre todo después de 1640, más allá de la escala local, las instituciones con identidad institucional relevante (comenzando por los tribunales centrales) no sólo se localizaban casi todas en Lisboa, sino que además quedaban en gran medida atrapadas por la telaraña de la sociedad de la corte. El contrapunto del centro eran los poderes locales y, principalmente, municipales. En Europa, Portugal era una monarquía constituida por un reino único, característica bien singular. Hay que añadir que los ecos públicos de la intervención de estos poderes locales o municipales fueron decreciendo claramente en la segunda mitad del siglo xvii. En éstos se incluyen las Cortes, que después de la convocación de 1697 no se volverán a reunir más a lo largo del siglo xviii. Otro aspecto decisivo fue la constitución de una nueva sociedad cortesana de la nueva dinastía (de Braganza) vencedora en 1640. De hecho, se fue esbozando una frontera social inequívoca entre la nobleza de corte y la hidalguía de provincia, así como con respecto a las élites, incluidas las del Imperio. Con la excepción de la magistratura y (parcialmente) del cuerpo diplomático, la aplastante mayoría de los oficios superiores de la monarquía tenderá a ser ejercida por la primera nobleza de la corte, un grupo de acceso casi imposible.

Durante la Guerra de Sucesión, Portugal se alió con Gran Bretaña en contra de España. En la batalla de Almanza (25 de abril de 1707), António Luís de Sousa, marqués de Minas y gobernador general de Brasil, junto con Henri de Massue, comanda las tropas del archiduque Carlos de Austria. Filippo Pallotta y Ligli Buonaventura, Batalla de Almansa, 1709. Óleo sobre tela, 161 x 390 cm. Museo Nacional del Prado, España.

Otra característica esencial del Portugal del xviii fue la alianza inglesa, potencia marítima dominante, y el correlativo alejamiento de las cuestiones continentales. Se puede discutir si ese alineamiento se percibía o no desde la Restauración,16 pero fue la participación portuguesa en la Guerra de Sucesión de España junto a los británicos y los tratados negociados en 1703 con John Methuen los que consolidarán esa opción. Retomando las palabras del cuarto conde de Tarouca, primer representante portugués en las negociaciones en Utrech (1712):

 

[L]os holandeses e incluso los ingleses han de ser nuestros procuradores en esta parte y […] por esa razón debo vengar más las instancias en Europa […] porque bien veo que la conservación de Brasil nos importa más que nuestras pretensiones en España.17

 

El realineamiento de los equilibrios sociales, políticos y financieros de la monarquía en Brasil, acentuado en el transcurso del ciclo aurífero de la primera mitad del siglo xviii, es un hecho indiscutible y distintivo, y tiene particular relevancia para la discusión de tres tópicos. ¿En qué medida dotaba a la monarquía de la naturaleza compuesta que ésta no tenía en el continente europeo? ¿Hasta qué punto se puede, para ese terreno, hablar de políticas sistemáticas? ¿Esos escenarios contrastaban con los de otras monarquías europeas?

La primera cuestión —el problema constitucional de saber hasta dónde Brasil (del cual los presuntos sucesores a la Corona tomaban desde 1645 el título de príncipes)18 y las otras conquistas conferían a la monarquía portuguesa aquella naturaleza compuesta que no tenía en Europa—19 merece un tratamiento más detallado del que es aquí posible. De hecho, a pesar de la referida designación, no existió institucionalmente, por lo menos hasta 1808, un principado o reino de Brasil, pues la América portuguesa no constituía una unidad, excepto para los gobernantes del reino, sino un inmenso territorio atomizado entre múltiples capitanías. En Europa, Portugal era apenas un pequeño reino y eran sus “dominios” ultramarinos los que le conferían la dimensión territorial de monarquía, nombre que, según el diccionarista Bluteau, se daba a “grandes reinos o Imperios, gobernados por un solo señor absoluto”.20 Pero los vínculos cercanos establecidos en ese contexto autorizan, por lo menos, a hablar de una monarquía pluricontinental.21 Los equilibrios institucionales, las conexiones financieras, los estrechos circuitos de circulación de las élites, los flujos migratorios sin paralelo (que en adelante se detallan) son apenas algunos de los elementos que hacen que no se pueda considerar al Imperio, sobre todo atlántico, un mero apéndice de la monarquía portuguesa del siglo xviii. Además, municipios de Brasil (como Bahía y San Luis de Marañao) llegaron a tener representación en las Cortes portuguesas del siglo xvii.

Este mapa muestra las rutas navegables hacia el sureste de Minas Gerais, donde se descubrieron importantes minas de oro. Estos hallazgos cambiaron los vínculos entre Brasil y Portugal en términos administrativos, migratorios y financieros. Da cuenta de ello la construcción de una carretera a través de las regiones mineras, desde Río de Janeiro hasta Diamantina,  financiada por Portugal. Região das Minas Gerais com uma parte do camino de São Paulo e do Rio de Janeiro para Minas e dos afluentes terminais do São Francisco, siglo XVIII. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil.

En cuanto al tema de la política colonial, se debe subrayar que entre la transposición anacrónica al pasado de formas de gobierno contemporáneas22 y la imagen del “Imperio colonial portugués, desprovisto de centro y reducido a una madeja confusa de lazos de poder”,23 existen otras posibilidades de análisis. En el contexto del Consejo Ultramarino (creado en 1642) puede suponerse que se fue esbozando una política colonial más o menos sistemática, aunque sujeta a la ratificación en instancias ulteriores.24 El lento declive del Consejo de Estado (que dejó de reunirse a mediados del reinado de don Juan V, cuando antes era oído en todas las materias políticamente relevantes) y la creación en 1736 de las tres secretarías de Estado no significarán, sin embargo, la adopción efectiva del sistema de los ministerios que ya prevalecía en las monarquías vecinas y el abandono del sistema de decisión política basado en las consultas de los consejos.25 Don Juan V, en efecto, siempre consultó a quien quería, recurriendo a las juntas y a diversos personajes para ello.26 Así, las secretarías de Estado sólo se tornarían verdaderos ministerios durante el siglo siguiente.

Lo que no ofrece dudas es que Brasil era de forma permanente el foco de atención de las élites políticas del centro, en particular tras el descubrimiento de la región aurífera a finales del siglo xvii, lo que explica, en parte, muchas de las propuestas de reforma, algunas de ellas concretadas durante los reinados de don Juan y don José, como la alteración del sistema de la capitalización para el cobro de oro en 1736; o también la creación del Tribunal de la Relación en Río de Janeiro, desde hace mucho solicitada,27 así como la actuación y las competencias exorbitantes conferidas a Gomes Freire de Andrada, que acumuló el Gobierno de Río de Janeiro con jurisdicción en un amplio territorio.28 Con la muerte en 1746 del monarca español Felipe V y la subida al trono de su hijo Fernando VI, casado con doña María Bárbara de Braganza, hermana de don José, ocurrió un cambio en la política española, patentemente encaminado hacia una pacificación de las relaciones externas, en general, y a una aproximación a Portugal, en particular. Fue en este escenario que se tornó posible el inicio de la preparación del Tratado de Madrid, el cual, substituyendo el remoto Acuerdo de Tordesillas, pretendía fijar los límites territoriales de Brasil y de la América española, sobre todo en las zonas donde éstos eran más indefinidos: la región de la Amazonia y la Platina. Firmado en Madrid el 13 de enero de 1750, pocos meses antes de la muerte de don Juan V, la concretización de este tratado dominaría, en larga medida, la agenda política de los primeros años del reinado de don José.

Antes de comparar las reformas en ambas monarquías ibéricas, importa destacar, en cuanto a la cronología, que si bien el ciclo de reformas internas en España, contemporáneo de la llegada de los Borbones, es claramente anterior al de Portugal, la verdad es que tanto en el caso portugués como en el español se puede sustentar que las reformas alcanzan los Imperios de forma más notoria en la segunda mitad del siglo xviii.29 Pero la cronología de éstas es evidentemente discrepante. En cuanto al caso portugués, se puede relacionar el inicio del reinado de don José (1750) con una reorientación y refuerzo de las políticas reformistas; en el caso español, ese giro ocurre en los años sesenta, después del inicio del reinado de Carlos III.

Los Imperios ibéricos a mediados del siglo xviii

Las comparaciones posibles entre los dos Imperios atlánticos de las monarquías ibéricas, aproximadas por el tratado de 1750, y las reformas que sufrirán a lo largo del setecientos pueden constituir una clave importante para un mejor encuadramiento de los rasgos peculiares del caso portugués.

Los Gobiernos de estos dos Imperios americanos compartían muchas cosas, entre ellas el hecho de que “todo el mundo podía apelar a los distintos tribunales reales […], a los cuales estaba sujeto el propio virrey”.30 Pero aquí interesa, esencialmente, enfatizar los puntos de discrepancia, de entre los cuales sobresalía de inmediato la dimensión y la diversidad de la América española, más extensa, más populosa y también más diversificada (desde casi todos los puntos de vista, incluyendo la composición étnica y social) de lo que estaba la América portuguesa, en la cual rápidamente el elemento dominante en términos cuantitativos fueron los descendientes de las poblaciones de origen africano, procedentes de la utilización de mano de obra esclava que venía de África, en detrimento de la amerindia. La pluralidad administrativa española era también más pronunciada y se traducía en la existencia de múltiples poderes regionales, parte de ellos con el estatuto virreinal, que en la América portuguesa sólo era conferido a la cabeza formal del Estado de Brasil. A medida que crece la máquina administrativa de la América hispánica se vuelve más compleja, en particular por el número más elevado de tribunales superiores. También la tropa de primera línea (esto es, el Ejército propiamente dicho) era allí más numerosa. En parte por los aspectos antes invocados, las élites criollas31 de la América española —donde existía prensa, universidades y otros ámbitos avanzados de formación, además de una acentuada venta de oficios— ocuparán altos cargos en la administración de forma más notoria que en Brasil, donde tales realidades estaban ausentes o tenían menor relevancia.

Una diferencia importante entre los territorios españoles y portugueses en América consiste en la mayor afluencia y presencia de africanos en los dominios portugueses. En este grabado de Debret pueden apreciarse claramente los efectos que, todavía en el siglo XIX, tuvo la configuración étnica de la jerarquía social. Famille allant à la messe. En Jean Bapstiste Debret, Voyage pittoresque et historique au Brésil, siglo XIX. Biblioteca Nacional de Brasil.

Para explicar esta última dimensión tal vez pueda invocarse otra diferencia, particularmente notoria en el siglo xviii: los flujos de circulación de personas entre Europa y América eran, en términos relativos, más importantes en el caso portugués y, sobre todo, tenían un peso más relevante en la estructuración de sus élites americanas. En otras palabras, los naturales de la Península fueron mucho más abundantes y significativos en la configuración de los equilibrios de poder en Brasil, cuya población se multiplicó por 10 a lo largo del siglo xviii, que en las Américas españolas. Incluso si no se da crédito a los autores que defienden que el número de emigrantes portugueses hacia Brasil en los momentos altos de la fiebre aurífera alcanzó los 9 000 o 10 000 por año,32 y calculando el total en un máximo de 2 000 o 3 000 anuales,33 tales valores superan los de los ibéricos que habían emigrado a la América española. Ciertamente, atendiendo únicamente a la emigración legal, “se calcula que 53 000 españoles migraron a América durante el siglo xviii […] una media de apenas 500 por año parece pequeña, y de hecho, el número fue menor del registrado en los siglos xvi y xvii”.34 Si se acepta que la emigración ilegal duplicó esos números, entonces en la mejor de las hipótesis el número de emigrantes alcanzaría a lo largo del siglo xviii los 100 000.35 Ahora bien, sólo entre 1700 y 1750 emigraron a Brasil, por lo menos, unos 100 000 portugueses, lo que resulta también bastante superior a la emigración de las islas británicas hacia sus colonias de América del Norte en el mismo intervalo temporal.36 Por otra parte, los mayores volúmenes de emigración de la Península a la América española se registraron en el siglo xvi,37 los de las islas británicas a la América inglesa en el siglo xvii38 y los de Portugal a Brasil en el siglo xviii.

A principios del siglo xix, la población española sería de 11 500 000 habitantes, 3 000 000 la de Portugal, la de la América española 13 500 000, contra 3 300 000 en Brasil. Sin embargo, a pesar de que el número de “blancos” en Brasil era inferior al de la América española, representaba una parcela proporcionalmente más elevada de la población brasileña y era resultado de volúmenes acumulados de emigración europea equivalentes (600 000 a 800 000), idénticos también, por cierto, a los de los Estados Unidos de América. Además de la escasa capacidad de crecimiento de la emigración “blanca” a Brasil, no existen dudas de que el esfuerzo emigratorio de Portugal (relación población de origen-emigración) fue cerca de 3 veces superior al de cualquier otra potencia europea, tal como sugiere Livi Bacci.39 Es cierto que los números no se basan en fuentes seguras y, sobre todo, que se no se tienen en cuenta las tasas de retorno. En cualquier caso, a pesar de eso, las grandes diferencias no dejan de destacar.

Pero lo que se revela más impresionante no son sólo los volúmenes de la emigración portuguesa a Brasil, sino sobre todo la naturaleza de ésta y el papel aparentemente estructural que adquirió en la configuración de las propias sociedades de la América portuguesa. A pesar de que la emigración española se modifica en el siglo xviii, pasando a tener orígenes geográficamente más diversificados, el primer lugar de partida continuaba siendo Andalucía (con cerca de un cuarto de los emigrantes legales), y los criados (con cerca del 37% del total) eran el grupo más numeroso. Es cierto que las provincias del norte (vascos, gallegos, cántabros y asturianos) proporcionaban ahora más gente (sumadas, cerca de un cuarto del total), que los emigrantes eran principalmente masculinos y que constituían la base de reclutamiento de la mayoría de los negociantes de ciudades como México y Buenos Aires. Sólo que ese patrón, similar al portugués, no era ni universal, ni siquiera dominante.40 En efecto, la emigración “espontánea” portuguesa (es decir, no organizada por la Corona) tenía sobre todo origen en el norte de Portugal, particularmente en la zona del río Miño (que abastecía por lo general más de dos tercios de los emigrantes), seguida por las islas, y por zonas del centro del reino y de Lisboa (de los jornaleros pobres del sur, casi nada). Era una emigración en su mayoría joven, masculina y, según los indicios disponibles, alfabetizada, que se veía inmersa en gran medida dentro de una lógica de expulsión de hijos excedentarios de grupos domésticos de labradores razonablemente prósperos del nordeste, la zona agrícola más rica y densamente poblada de Portugal, y también de hijos de artesanos.41 Una emigración ni de pobres ni de ricos, por tanto, dotados de dos capitales en extremo valiosos: saber leer y escribir, en un territorio mayormente analfabeto, y un espectro de relaciones que les garantizaba una colocación conveniente en el lugar de destino, casi siempre urbano.

En efecto, substituyendo, desde por lo menos finales del seiscientos, los grupos de cristianos nuevos y contando con la protección de redes familiares y locales bien consolidadas era como se estructuraban los grupos mercantiles de las diversas plazas de Brasil,42 así como gran parte de las élites de la región de Minas.43 Todo parece sugerir que las palabras escritas hace algunos años por Stuart Schwartz captan en lo esencial la singularidad de la situación: “[E]n el siglo xviii, las élites terratenientes eran cada vez más originarias de la colonia”, mientras que “la clase mercantil permanecía esencialmente europea” (de nacimiento).44 “Europea” quiere decir “portuguesa” y principalmente “del norte”. Las élites mercantiles tenían un origen geográfico y social semejante en Río, Bahía, Recife, São Paulo, en los diversos municipios de Minas o en Río Grande del Sur.45 El cordón umbilical existente entre la emigración norteña portuguesa y los grupos mercantiles brasileros (y portugueses) se prolongó mucho después de 1822,46 algo que en la época era a veces notado pues, como afirmaba Henriques da Silveira (1789), “la mayor parte de los hombres de negocios del reino, y de las conquistas nacieron en aquella(s) provincia(s) del Miño”.47 Cabe señalar, además, que el hecho de que no se vendieran oficios municipales en la monarquía portuguesa, al contrario de lo que acontecía con los concejales en la monarquía española y su Imperio, permitía que fuese más fácil el acceso de los reynóis* a los senados municipales en la América portuguesa, ya que éstos no constituían oficios vendidos y patrimonializados por las familias ya establecidas.

Así, si bien la mayoría de los negociantes de Brasil eran naturales del norte de Portugal y disputaban con las élites terratenientes el acceso a los Cabildos, el hecho es que en la segunda mitad del siglo xviii, en mayor o menor proporción, todos acabaron por entrar en los principales municipios brasileros, al contrario de lo que aconteció con casi todos los municipios importantes del reino.48 Los casos más emblemáticos fueron Río de Janeiro,49 San Salvador de Bahía,50 Recife,51 São Paulo52 y Porto Alegre en Río Grande del Sur, además de diversos municipios de la región de Minas, o del pequeño y efímero municipio de Viamão (1763-1773).53 Como conclusión, a finales del periodo colonial, los negociantes al por mayor, fundamentalmente nacidos en el nordeste del reino, integraban o incluso hegemonizaban todos los municipios principales de la América portuguesa. Los Cabildos eran los grandes interlocutores de los gobernadores o de Lisboa. Un escenario mucho más diverso de lo que se verificaba en la generalidad de la América española.

Esta mudanza no resultó directamente de iniciativas de la Corona o de reformas decretadas por ella, sino que se vincula a una alteración de la relación de fuerza entre los grupos mercantiles y la nobleza de la tierra desde mediados del siglo xviii, favorable a los primeros. En sentido inverso, el número de naturales americanos fue aumentando en otras instituciones. En realidad, la proporción de reynóis, muchos de ellos nacidos en la primera nobleza de la corte, sólo creció en el ámbito de los gobernadores de capitanías. Pero en los demás oficios, los naturales de la América portuguesa fueron aumentando. Al contrario de lo que ocurría antes en Bahía, por lo menos un tercio de los jueces de Río de Janeiro nombrados entre 1750 y 1808 eran naturales de Brasil.54 Y si en el primer tercio del siglo xix tres cuartas partes del clero parroquial habían nacido en Brasil,55 la gran novedad estaba en el surgimiento de los primeros obispos ahí nacidos: por lo menos seis de entre los obispos nombrados para Brasil entre 1770 y 1822.56

Todo lo que se ha dicho hasta aquí es esencial para explicar la diferencia entre las reformas de la segunda mitad del setecientos en los territorios americanos de ambas monarquías ibéricas. Y hay quien sostiene que “en términos generales, Brasil y Portugal permanecieron en contacto muy estrecho y con menos diferencias entre sí que entre la América española y España”.57 En la diversidad de las reformas también pesó el hecho de que en la monarquía portuguesa no existieron siquiera categorías para clasificar de forma diversa las élites nacidas en el reino respecto de las naturales de América.

El tempo de las “providencias” josefinas

Normalmente, el inicio del ciclo de reformas de la monarquía portuguesa y sus dominios es atribuido al reinado de don José (1750-1777), pues a lo largo de todos esos años coincidió con la presencia del futuro marqués de Pombal en la Secretaría de Estado. El reinado se basaba, efectivamente, en una inmensa producción legislativa, tal como atestigua uno de los más próximos colaboradores del ministro, después de algunos años de la muerte del rey. En un elogio histórico a los reyes de Portugal, afirmaba: “Ninguno de los reyes pasados publicó tantas leyes, ni tan beneficiosas, como el rey D. José”, destacando entre éstas las providencias “a favor del Comercio tanto interno, como externo”.58

A pesar de ello, desde hace mucho tiempo, los historiadores difieren sobre la forma de encarar esas persistentes intervenciones. Por un lado, hay quien duda de su coherencia, así como de la unidad del periodo considerado. “La apreciación global de los veintisiete años de gobernación Josefina”59 es puesta en duda porque “no se puede […] manifiestamente uniformizar esa legislación en un plano determinado, o siquiera en una serie de medidas coherentes”, ya que éstas oscilarían en función de las preocupaciones del momento.60 Por otro lado, para otros autores la acción pombalina y las disposiciones a que dio lugar son coherentes en su conjunto,61 pues desde su entrada al Gobierno, “en el ámbito económico y social, Pombal concibió un plan ambicioso para restablecer el dominio nacional sobre las riquezas que las posesiones ultramarinas aportaban a Lisboa”.62

En todo caso, lo que se sabe del pensamiento de Sebastião de Carvalho antes de acceder al Gobierno, fundamentalmente de los tiempos de su paso por la diplomacia, son reflexiones y escritos que apenas se ocupan del tema del comercio, omitiendo sus concepciones políticas sobre otros asuntos.63 Como afirmó en 1741:

 

[S]iendo grandes los intereses del comercio con los extranjeros, son aún mayores los lucros cuando se lleva a cabo con las propias colonias. No sólo este comercio es el más útil, y también el menos arriesgado […] Cada nación monopoliza el tráfico con sus colonias y excluye irremisiblemente del mismo a las naciones ajenas. […] Este comercio es también el más útil por el número infinito de personas que gracias a él subsisten y se enriquecen en Europa, o en el continente, además de los que se enriquecen en las mismas colonias […] Siendo estos los motivos por los que se lleva a cabo no sólo la exclusión de los extranjeros, sino también el cuidado de vigilar su propio comercio y de fertilizar cada día más para que broten nuevos ramos.64

 

Las palabras transcritas, además de denotar claros fundamentos doctrinarios, reflejan un diagnóstico de la situación portuguesa que ya venía de mucho tiempo atrás. Para retomar una expresión consagrada, Portugal vivía “bajo el signo de Methuen”.65 Además de pan —sobre todo de trigo—, que durante siglos ha sido necesario para alimentar a Lisboa y otros centros urbanos, Portugal importaba fundamentalmente de su principal compañero comercial, Inglaterra, productos manufacturados para consumo del reino y de sus dependencias. Exportaba de Oporto el vino, por lo general el principal producto de exportación del reino, y comerciaba, principalmente a través de Lisboa, los productos coloniales que tenían demanda en Europa, casi todos de procedencia brasileña (azúcar, tabaco, cuero, y sólo más tarde el café y el algodón). El principal intermediario, el abastecedor hegemónico de los navíos que demandaban de los puertos portugueses, era Inglaterra, aunque Francia, que en este comercio ocupaba una posición cinco veces inferior, nunca dejase de querer disputarle la primacía. Como las balanzas comerciales de Portugal con Inglaterra eran crónicamente favorables a ésta,66 puede afirmarse que uno de los principales productos de la exportación portuguesa era el oro de Brasil,67 que proporcionaba un medio de pago a Inglaterra, donde las monedas portuguesas tenían una gran circulación,68 siendo éste el destino de la mayor parte del oro acuñado en la monarquía portuguesa (Portugal y Brasil) entre 1688 y 1797.69

La legislación josefina trataba, al mismo tiempo, de incentivar la producción de bienes exportables de Brasil e importar y preservar el monopolio portugués del comercio por medio de sus puertos, reprimiendo el contrabando y la actuación de todos los agentes oficiales o enmascarados de los ingleses (como serían, en su caso, los comisarios volantes).70 Por otro lado, intentaba mejorar globalmente las relaciones de intercambio entre Portugal e Inglaterra, protegiendo los precios (del vino, por ejemplo), substituyendo importaciones y tratando de disminuir la dependencia de Portugal de la navegación inglesa. A este respecto, sin olvidar el contexto, hay que reconocer alguna coherencia global a la actuación que se llevó a cabo durante todo el reinado, siempre apoyada en mecanismos de monopolio y de exclusivismo, que, además, permitían erigir a algunos personajes concretos como interlocutores privilegiados. En la adjudicación de los contratos, como en la creación de las compañías de comercio, parece que siempre existió el propósito de escoger los que ofrecían garantías e inspiraban confianza: los grandes financieros y negociantes “pombalinos”.71

Sebastiao José Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, rodeado de sus hermanos: Monseñor Don Paulo de Carvalho e Mendonça, Gran Prior de Guimaraes, Arzobispo y Cardenal de Lisboa, y Don Francisco Xavier de Mendonça e Furtado, Capital General y Gobernador de Grao-Pará y Maranha, siglo XVIII. Techo de la Sala de la Concordia del Palacio del Marqués de Pombal, Oeiras. Concesión por el Ayuntamiento de Oeiras, Portugal.

Entretanto, si bien las ideas de Carvalho sobre el comercio, en general, y sobre el comercio colonial en particular, son razonablemente claras, es importante destacar que no siempre fueron aplicadas de forma sistemática, ya que no se puede sostener, sin serias reservas, que se impusieran a otras prioridades en lo que se refiere a la política en Brasil. Desde luego, Sebastião José no tuvo, antes de 1755-1756, el control político total sobre las iniciativas para Brasil,72 las cuales se fueron sucediendo de acuerdo con las diversas coyunturas: aplicación del Tratado de Madrid, expulsión de los jesuitas, guerra con España, dificultades comerciales y financieras Además puede incluso sostenerse que otras dimensiones predominaron sobre la política comercial, principalmente las de política internacional.73

Asumiendo que Carvalho se convirtió desde 1756 en el principal rector de la política, aunque nunca fue formalmente investido como “primer ministro”,74 y que desde entonces las secretarías de Estado pasaron a ser el centro de las decisiones políticas y del Gobierno administrativo, habrá que reconocer que la sintonía con su hermano Francisco Xavier, secretario de Estado de la Marina y Ultramar entre 1760 y 1769, fue mucho mayor de la que tuvo con el que fue su sucesor, Martinho de Melo e Castro (en funciones hasta 1795), quien nunca dejó de mostrar su autonomía. De forma sumaria y esquemática, las principales disposiciones del reinado josefino, en lo que a Brasil se refiere, se centran en cuatro puntos, que no corresponden ni a una jerarquía de importancia, ni a una secuencia temporal: disposiciones sobre comercio, sobre administración, sobre hacienda y, finalmente, sobre la guerra y la política internacional.

La creación de compañías comerciales monopolistas fue un rasgo definitorio. Todas surgirán en respuesta a reales o simuladas solicitudes y todas suscitarán reacciones más o menos acentuadas. Fue el caso de la Compañía General del Gran Paraná y Marañao, creada en 1755 por sugerencia del mismo Francisco Xavier cuando gobernaba aquella capitanía. La oposición de los jesuitas, entre otros, a aquella iniciativa provocó las primeras declaraciones del secretario de Estado inequívocamente hostiles a los miembros de la Compañía de Jesús.75 La creación de la Compañía General de Pernambuco y Paraíba (1759) parece que queda encuadrada en la secuencia de diversas tentativas y peticiones anteriores de dueños de ingenios y negociantes arraigados en Brasil relacionadas con el control del tráfico de esclavos.76 La solicitud para su creación fue hecha en julio de 1759 (en un momento en que la situación en Pernambuco no era especialmente gravosa) a través de una petición suscrita por 12 personalidades, entre ellas el propio conde de Oeiras y un grupo de grandes financieros y negociantes, casi todos residentes en Portugal.77 De manera reciente, también se sugirió que a través de esta compañía se procuraba asegurar la participación de negociantes metropolitanos en el tráfico de esclavos, largamente hegemonizado entonces por residentes en Brasil y en el nordeste por bahianos, y que sólo la oposición de éstos habría impedido la expansión de su área de actuación a la capitanía de la Bahía.78

Alçado da nova Alfândega de Pernambuco, siglo XVIII. Arquivo Histórico Ultramarino, Portugal.

La “política económica” pombalina, en sus primeros esbozos, no constituía una respuesta a una crisis comercial y financiera, al contrario de lo que se ha afirmado muchas veces. Más allá de las convicciones programáticas mercantilistas, antes sugeridas, fue la reacción a circunstancias concretas, combinada con los objetivos personales de Carvalho, en los que se incluye la conquista del poder, lo que fue dando forma a las cosas. Sólo después, con el terremoto (1755), con la situación de guerra (1762-1763) y con el declive real de las remesas de oro se puede hablar, en definitiva, de una crisis plausible o de un cambio comercial.

En los años sesenta son, finalmente, incuestionables los indicadores de “crisis”, que se vuelven muy evidentes para todos los agentes políticos. Si bien la quiebra del comercio luso-británico79 y de las remesas y la acuñación de oro brasileño es innegable,80 es posible cuestionar si la “crisis” no correspondió, a fin de cuentas, a un cambio,81 que acabó por favorecer algunos de los designios procurados de forma deliberada por el valido de don José. Desde por lo menos 1762 es patente una quiebra en las exportaciones inglesas para Portugal82 de productos manufacturados y de cereales. Es decir, aunque el valor global del comercio luso-británico sufre una quiebra notable, el crónico déficit comercial de Portugal en sus relaciones con Inglaterra se presenta ahora mucho menos pronunciado.

Así, las explicaciones sobre la invocada “crisis” estarían fundamentalmente ligadas a Brasil. Sobrevendría ésta, de manera simultánea, después de una caída en el precio y en el total de las exportaciones del azúcar brasileño,83 así como de una disminución en la extracción de remesas de oro, irreversible desde 1765 y acompañada años más tarde de la de diamantes. Globalmente, los efectos del declive se manifestaban en una disminución de la capacidad portuguesa para pagar las importaciones.84 En síntesis, más que de “crisis”, será adecuado hablar de modificación parcial de la inserción de la economía portuguesa en el comercio internacional, asociada a una disminución del papel de Inglaterra como principal socio e intermediario comercial.

El análisis de los ingresos de la monarquía durante el reinado josefino, estructuralmente dependiente de los flujos coloniales, actúa como un indicador indirecto sobre algunas de las variables discutidas. A lo largo del periodo de 1762-1776, los ingresos de las aduanas representan en promedio cerca del 25% de las rentas del Estado, aproximadamente un 10% menos que a inicios y a fines del siglo xviii.85 Por tanto, se puede asegurar que hubo una ruptura en los montantes del comercio externo. Pero, en caso de existir, tuvo que darse antes de 1762, pues entre 1762 y 1776 los valores son siempre aproximados con una ligera pero sustentada tendencia al crecimiento.86 Como compensación, el quinto del oro representa durante este periodo alrededor del 12% de los ingresos de la Corona, aunque se registran grandes oscilaciones de unos años a otros y una inequívoca tendencia a la baja en los últimos años registrados. Los monopolios reales del tabaco, del palo de Brasil y de diamantes supondrán en conjunto, durante el intervalo considerado, el 24% de los ingresos, y otras fórmulas ultramarinas el 5%. Sumando estas tres entradas al rendimiento aduanero producido por el comercio ultramarino directo y la reexportación de productos coloniales, se concluye que un 57% de los ingresos procedían directa o indirectamente del Imperio.87 Es decir, esa dimensión esencial, asociada sobre todo a Brasil, se mantenía en el periodo analizado.

Por todo lo dicho, los intereses de los comerciantes ingleses se vieron debilitados, lo que se tradujo en diversas protestas y en una intensa disputa en el campo de la diplomacia económica. En uno de esos requerimientos que data de 1766 se produce una valoración crítica de los efectos de la política pombalina sobre la comunidad mercantil inglesa ligada a Portugal. Se destacan, entre otros puntos, las críticas a las compañías comerciales ya creadas, las referencias a la quiebra en los envíos de plata procedentes de Brasil como resultado de la disminución del contrabando en la región de Río de la Plata y, finalmente, la explícita denuncia de la intención del conde de Oeiras de crear nuevas compañías monopolistas para Bahía y para Río de Janeiro, los principales centros urbanos y comerciales de la colonia.88 A ésta responderá un escrito de 1770, atribuido al propio conde de Oeiras (elevado ese año a marqués de Pombal), en el cual se contestan las acusaciones y el diagnóstico presentados, afirmando, entre otras cosas, la disminución del comercio exterior portugués, invocándose aquí los ingresos aduaneros y rechazando cualquier intención del Gobierno portugués de crear compañías monopolistas en Bahía y en Río de Janeiro.89 En resumen, los núcleos fundamentales de la actividad económica de Brasil, situados ya entonces en el centro-sur, no fueron, ni estaban destinados a ser, decisivamente afectados por las orientaciones comerciales que se dieron durante el reinado.

En cuanto a las medidas en los ámbitos administrativo y fiscal, proseguirán orientaciones ya antes establecidas,90 y su imputación a Carvalho, en particular a comienzos del reinado, es dudosa. En este caso se encuentra la reincorporación a la Corona de las capitanías enajenadas. El proceso iniciado hace más de un siglo culminó en 1754 compensando a los Castro Almirantes de Portugal, donatarios de la capitanía de Ilhéus.91 De igual manera, la creación de un tribunal de la Relación en Río de Janeiro, por mucho tiempo reivindicada por el Cabildo y otras autoridades locales, había ya recibido, por lo que se sabe, una opinión favorable del Consejo Ultramarino en 1734.92 Finalmente aprobada en los diversos tribunales centrales, culminando en el Tribunal de Desembargo do Paço,** la decisión obtuvo la sanción real en febrero de 1751, siendo concretizada en junio de 1752. Se disponía ahora de un tribunal de apelación para la zona económica neurálgica, lo que no dejaría de pesar en el estatuto que más tarde habría de alcanzar. En ninguna de estas decisiones parece haber pesado mucho la voluntad del futuro marqués de Pombal.

A pesar de que se puede asumir que vendría como el resultado natural de los acontecimientos antes referidos, la verdad es que la decisión final sobre el traslado de la sede del virreinato a Río de Janeiro fue más bien, por lo menos a corto plazo, una respuesta a circunstancias concretas. Meses antes, en abril de 1761, en el contexto de la muerte del virrey, el primer marqués de Lavradio, y en una coyuntura de guerra eminente, Gomes Freire, gobernador interino de Río de Janeiro con la tutela de buena parte de las capitanías del sur, recibió instrucciones para trasladar la sede del Gobierno a Bahía. En su respuesta, alegó que dejar sin “cabeza” a Río podía dar lugar al “desorden”, lo cual era grave, por ser aquella ciudad el mayor “emporio de Brasil, pues este puerto reúne las características de una posición de defensa fortísima y de una barra incomparable […] [L]as principales fuerzas militares que hay en Brasil en él se hayan”, añadiendo: “[L]a mayor causa de las demandas en Brasil son sin duda las minerales”, y que tales demandas eran juzgadas en el Tribunal de la Relación de Río. Allí falleció, en enero de 1763, al parecer del disgusto provocado por saber de la capitulación de la Colonia de Sacramento. El 11 de mayo sería nombrado virrey el primer conde de la Cunha con la expresa indicación de residir en Río de Janeiro, donde tomó posesión a finales de ese año.93

La existencia de un virrey en Río, entretanto, no alteró en lo esencial el modelo de administración de la colonia. Brasil era demasiado grande y los recursos del virrey demasiado escasos para que pudiese tener la tutela efectiva, esencialmente el espacio de la colonia, en la cual, por otra parte, el estado de Marañao no fue integrado de manera formal. Sobre las capitanías dependientes de ellos, los virreyes tenían una autoridad más efectiva. No obstante, no ocurría lo mismo con las nueve capitanías al frente de las cuales había un capitán general hidalgo nombrado directamente por la Corona, con la que mantenía correspondencia de manera directa y regular (más allá de la cabeza del virreinato en Río, Bahía, Goiás, Gran Paraná, Marañao, Minas, Pernambuco, Mato Grosso y São Paulo). En ese particular, la regla de que “en la práctica […] la autoridad de los virreyes de Brasil del siglo xviii se restringía a su capitanía general excepto en circunstancias extraordinarias”94 se mantiene sin alteración apreciable. Como ya fue subrayado, puede parecer sorprendente que “el marqués de Pombal, generalmente considerado centralista, no haya colocado a los capitanes generales […] totalmente bajo el control de la disciplina de los virreyes”.95 Es sobre todo en el plano militar que se puede hablar de una mayor concentración de recursos en el virrey, justificada por la situación de tensión casi permanente en el sur de América, que culminaría, después de la crisis de 1762, en la de 1777.

Índio vestindo tururi e Indios miranha. En Alexandre Ferreira, Viaje filosófico a través de Brasil. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil.

Una de las características fundamentales de la administración portuguesa en la colonia era su división, no sólo espacial, sino también sectorial, en varias instancias, las cuales mantenían todos los canales de comunicación política con Lisboa y que, frecuentemente, chocaban entre sí. Esto se tradujo a la administración militar, a la organización fiscal, a la judicial en la cual pontificaba una magistratura letrada que circulaba a escala imperial, a partir de nombramientos hechos en el reino, a la eclesiástica y también a la estructura administrativa local los Cabildos, principal instrumento de integración política de la colonia y de sus élites en el espacio imperial.96 El equilibrio de poderes entre estas diversas instancias tenía como centro político Lisboa, con la cada vez más destacada figura del secretario de Estado de la Marina y Negocios de Ultramar y cada vez menos del Consejo Ultramarino. Sin embargo, no perdió su papel arbitral, pudiendo desautorizar a un capitán general en respuesta a la petición de un Cabildo. Este modelo de actuación, que venía en lo esencial de mucho atrás, no será modificado decisivamente durante el reinado de don José.

Índia Jurupixuna e Indios mura. En Alexandre Ferreira, Viaje filosófico a través de Brasil. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil.

En el plano fiscal es cierto que, a la vez que la ampliación de las “providencias” e imposiciones de la metrópoli donde destaca el “donativo” para la reconstrucción de Lisboa—, se dieron algunas reformas. Para empezar, la del sistema de cobranza de los quintos de oro, con el abandono del sistema de capitación. Sin embargo, parece seguro que, de nuevo, no fue una iniciativa de Carvalho.97 A pesar de los esfuerzos hechos en los años setenta para impedir, a través de derramas extraordinarias, la quiebra en los ingresos del quinto de oro, eso no logró evitarse, como ya se ha referido.98 A raíz de la situación militar de 1762, se había reformado el sistema fiscal de la colonia, organizándose en los años siguientes juntas de Hacienda en todas las capitanías del Estado de Brasil, que debían adoptar los métodos de contabilidad del Erario Regio, recién creado en el reino.99 Los efectos racionalizadores de estas disposiciones parecen indiscutibles, aunque por sí solas no resultaban suficientes para hacer frente a los crecientes gastos militares de mediados de los años setenta determinados por la relevancia de nuevos conflictos.100

Por otra parte, están aún sin profundizar los estudios de la legislación, en particular de 1761 y 1770, que procuró impedir la transmisión hereditaria de los oficios locales, judiciales y fiscales. Aunque a una escala menor, esta patrimonialización de los oficios no desapareció durante el reinado y la legislación en cuestión fue poco después derogada.101

Por último, habrá que señalar que la política internacional, con su traducción militar, fue uno de los factores que más pesaron en las vicisitudes del reinado, incluyéndose ahí diversos acontecimientos imprevistos. El Tratado de Madrid fue un legado definitorio del reinado anterior y generó, tanto en Portugal como en España, feroces oposiciones, que alcanzarían a sus principales responsables: don José de Carvajal (del lado español) y Alexandre Gusmão (del lado portugués). Entre sus oponentes más destacados estaban los jesuitas (pues perderían sus misiones) y el propio Sebastião de Carvalho, defensor intransigente de la preservación de la Colonia de Sacramento, cuya entrega se preveía a cambio de los territorios de las misiones jesuíticas. No es de extrañar que, además de las expresiones de simpatía que inicialmente manifestó por los padres de la Compañía, fuese visto, en general, como su protector por ir contra Alexandre de Gusmão, el patrocinador del Tratado de Madrid. Al mismo tiempo, y en el contexto de su aplicación, la fuerte oposición orquestada por los gobernadores cambió por completo la posición del ministro de don José. Carvalho se oponía al tratado, al mismo tiempo que tenía que garantizar su aplicación. A pesar de que en un principio fue patrocinado por los jesuitas, se convirtió en campeón europeo en la lucha por la extinción de la Compañía.

Ciertamente, aunque no fuese un proyecto previamente elaborado, fue la Amazonia el territorio más afectado por la intervención de la política pombalina en la América del Sur portuguesa.102 Los decretos de 1755, que establecieron la Compañía General del Gran Paraná y Marañao, instituirán también la libertad de los indios y el fin del Gobierno temporal de las misiones. Concebido en 1757, y publicado en Lisboa en 1758103 (se mantuvo en vigor hasta 1797), el Directorio que se Debe Observar en las Poblaciones de los Indios de Pará y Marañao concebía un programa de colonización de los indios de la Amazonia con características que sin duda alguna pueden considerarse innovadoras y cuya autoría es comúnmente atribuida a Francisco Xavier. Sus objetivos más generales se identificaban en un proyecto de “occidentalización de los espacios amazónicos” a través de matrimonios mixtos entre luso-brasileños e indias, de la enseñanza de la lengua portuguesa y de la promoción económica de la región.104 El programa de irradiación de la llamada “lengua general”, mezcla de portugués y de tupi y efectivamente hablada por una parte de las “naciones” indígenas de la región, y de imposición del portugués anticipó claramente muchas políticas contemporáneas y planteó el problema de los maestros, derivado de la expulsión de los jesuitas y de la resistencia de otras órdenes religiosas a su aplicación.105 Por otra parte, el desarrollo de las disposiciones exigía la adopción de nuevas formas de organización del poder local en las villas y aldeas de los indios, combinando directores seculares y párrocos titulados con formas de autoorganización local, en las cuales hasta los mismos amerindios llegarán a desempeñar funciones de jueces y concejales en los Cabildos o de oficiales de las ordenanzas.*** El balance final del proceso está lejos de poder considerarse un éxito absoluto: ni siquiera el mismo uso de la lengua portuguesa consiguió superar al tupi como lengua dominante en la región medio siglo más tarde, aunque no cabe duda de que supuso un importante precedente. Por otro lado, algo similar ocurrirá en Angola, a través de la acción de don Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho, gobernador entre 1764 y 1772, muy cercano a Pombal y que llevó a cabo un esfuerzo notable de colonización en el sur y en el interior, enfrentándose aquí inexorablemente con la principal actividad económica del territorio: el suministro de esclavos africanos a Brasil.

Sin duda alguna, las preocupaciones militares, asociadas a las siempre complejas y recurrentemente belicosas relaciones con el vecino ibérico en el territorio americano, fueron parte fundamental de la política exterior durante el reinado de don José. La guerra de 1762 y la conquista de la Colonia del Sacramento —posteriormente devuelta, al contrario que otros territorios ocupados— mostraron bien la vulnerabilidad de la América portuguesa, asociada ahora a nuevos temores tales como las sospechas con relación a las pretensiones del aliado británico.106 Hasta el desenlace final, asociado a la ocupación española de la Colonia en 1777, cuando el rey exhalaba sus últimos suspiros, nada más que la tensión militar desapareció de Brasil, a donde fueron enviados en 1767 algunos de los mejores regimientos portugueses comandados por un extranjero.107 De hecho, al igual que las finanzas del reino, los gastos militares fueron en general la carga principal de las capitanías de Brasil, comenzando por la del virreinato fluminense. Y, no obstante, los efectivos de primera línea fueron siempre sorprendentemente reducidos para la inmensidad del territorio: poco después de llegar al virreinato (1770), el segundo marqués de Lavradio constató la existencia en su capitanía de menos de 4 200 efectivos,108 y en 1774 todos los que estaban bajo su dependencia serían 6 587 hombres.109 Pueden considerarse ciertamente exageradas las estimaciones según las cuales la tropa (primera línea) alcanzaría en todo Brasil, en el inicio del siglo xix, cerca de 15 000 hombres.110 El elemento más decisivo, sin embargo, es que, a la misma altura de los acontecimientos, la mayor parte de los soldados y la abrumadora mayoría de los oficiales habían nacido en el reino. A pesar de que faltan números globales y de que en 1792 la antigua aula militar se transformó en la Real Academia de Artillería, Fortificaciones y Dibujo de Río de Janeiro, todos los escasos elementos conocidos confirman sin sombra de duda que el número de oficiales y suboficiales naturales de la América portuguesa era muy reducido.

Nada contrastaba más con lo que ocurría en la América española por las mismas fechas. En 1770, los oficiales americanos en el ejército de veteranos ya eran el 45% y en 1810 alcanzaban ¡el 70%!111 Lo más llamativo es que, si bien se había producido en la América española, por contacto, una política deliberada de alejamiento de los criollos del Gobierno local, nada similar puede observarse en el caso de Brasil. Si el papel de las fuerzas de milicias (milicias de segunda y tercera línea en el caso brasileño), de base siempre local, era similar en ambos casos, en lo referente al ejército de primera línea, las diferencias fueron evidentes.

Aunque se discuta la evaluación del carácter más o menos sistemático, coherente y programado de los respectivos reformismos, lo cierto es que las reformas imperiales en el reinado de don José (1750-1777) —protagonizadas por Pombal— y las del reinado de Carlos III (1759-1788) —asociadas de forma menos unilateral, aunque a pesar de todo dominante, a la figura de José de Gálvez, intendente y visitador de la Nueva España (1765) y más tarde secretario de Indias (1776-1787)— parecen haber tenido una naturaleza notoriamente discrepante. Por otra parte, no sólo la cronología de las mismas no coincide, sino que, además, las reformas carolinas surgirán en el momento que España sufre una derrota en la guerra, lo cual no se constató en Portugal.

A pesar del intento de la historiografía reciente de relativizar sus resultados, no hay dudas de que en la política llevada a cabo por los ministros de Carlos III pesó de forma decisiva y asumida el objetivo de “desconstrucción del Estado criollo”.112 Ello implicaba, desde luego, un cambio del modelo constitucional. Como ya destacó Elliot, con las reformas borbónicas “España dará la espalda a la idea de una monarquía compuesta”, si bien los territorios de la América española “continuaban considerándose como miembros de una monarquía” de esas características.113 Esto llega a traducirse en la práctica de Gálvez, a quien no se puede dudar en clasificar como “militante anticriollo”,114 “en la preferencia por españoles de la Península, con exclusión de candidatos criollos, en todas las esferas y niveles del Gobierno colonial”.115 Independientemente de sus resultados, que acabaron por no coincidir con lo pretendido, la verdad es que, como ya hace tiempo expuso Stuart Schwartz,

 

parecía faltar a las medidas de Pombal el tono especialmente anticriollo de los esfuerzos de Gálvez en la América española […] [L]as reformas pombalinas no excluirán del gobierno [a] los grupos brasileños de posición más elevada; tenderán, eso sí, a ampliar su papel.116

 

Habrá que preguntar por qué razón existió tal diferencia. Y la que parece más evidente es que “a pesar de todos los esfuerzos del nacionalismo historiográfico brasileño para establecer la —conspiración” de Minas (1788-1789) o la conspiración bahiana (1798) en preludio de una conciencia nacional— para la casi totalidad de los contemporáneos residentes de la América portuguesa no existía una fractura general, susceptible de ser alargada a todas las capitanías, entre “criollos” y “peninsulares”, como acontecía en la América española, dicotomía que ni siquiera tenía un equivalente en el vocabulario portugués de la época.

Un segundo punto de diferenciación es la política comercial que se lleva a cabo en las Américas. En el caso español, la proliferación del contrabando y el debilitamiento del comercio exclusivo que se siguió tras la Guerra de Sucesión fueron combatidos entre 1714 y 1756, entre otras vías, a través de la creación de diversas compañías comerciales. Sin embargo, después de 1756, cuando se creó la Real Compañía de Barcelona, esa orientación no fue retomada.117 A partir de 1765, cuando se abrió el comercio del Caribe español con nueve puertos de la Península, y sobre todo después de 1778, cuando el famoso decreto de comercio libre abolió el monopolio de Cádiz y el sistema de flotas, el comercio entre los puertos de la Península y los de las Américas se abrió a todos los navíos españoles, alterando de manera drástica los parámetros del comercio colonial, que, por lo demás, prosperó. Aunque no deben confundirse esas orientaciones con la adopción del liberalismo económico,118 lo cierto es que ellas difieren claramente de las adoptadas en el reinado de don José, remarcando tal vez con mayor insistencia las que continuarán en el reinado siguiente.

Pero las discrepancias no terminan aquí. Parece claro que las reformas carolinas se traducirán también en un aumento de la carga tributaria sobre el Imperio, el que, por lo contrario, no es del todo evidente durante el reinado de don José.119 Finalmente, las reformas borbónicas suscitarán diversas oleadas de rebelión, algunas de grandes dimensiones.120 Nada semejante tuvo lugar en Brasil. En resumen, al contrario de lo que a veces se sugiere,121 Pombal y Gálvez tuvieron actuaciones, en lo esencial, divergentes.

Las reformas de finales de siglo

Si la caída de Pombal en 1777 tuvo efectos apreciables en algunas dimensiones de la política en el reino, éstos no se tradujeron en ningún tipo de inversión notoria de la política colonial. El secretario de Estado de la Marina y Ultramar, Martinho de Melo e Castro, que ya lo era hacía años, se mantendría hasta su muerte. En junio de 1777 se publicaba con el sello oficial un violento libelo en el cual se afirmaba: “[E]stán aún vertiendo sangre las heridas, que rasgó en el corazón de Portugal ese despotismo ilimitado, y ciego, que acabamos de padecer”. La Providencia, sin embargo, desvaneció “esta ilusión”, y entre las “sabias disposiciones del [entonces] presente gobierno” destacaba la “libertad en el comercio”… En materia de política colonial, de hecho, la más notoria inversión de la política pombalina sería la liquidación de la Compañía del Gran Paraná y Marañao y después la de Pernambuco y Paraíba. Ahora bien, curiosamente, Melo e Castro votó en contra.122 Globalmente, por tanto, no hubo ninguna alteración significativa. Y la mudanza más notoria se limitaba a reproducir la orientación seguida desde hacía mucho en la monarquía vecina.

Uno de los rasgos del reinado de doña María sería la inexistencia de un “primer ministro” o siquiera de cualquier personaje políticamente dominante de forma continuada. Tal figura fue formal y políticamente condenada después de la caída de Pombal, y los “ministros asistentes al despacho” nunca tuvieron ese perfil. A pesar del relanzamiento del Consejo de Estado en 1796, los secretarios de Estado no sólo fueron integrados en dicho organismo, como acontecía desde el tiempo de Pombal, sino que nunca fueron substituidos como eje central de la decisión política. Aquello que algunos calificaban como “despotismo Ministerial, que es el mayor flagelo de los pueblos”,123 no se alteró, por tanto, después de la eliminación de Pombal. Los Consejos, fundamentalmente el Ultramarino, no desaparecerán, y hasta reforzarán sus poderes en algunos ámbitos, permaneciendo ahora las secretarías de Estado como el centro de decisión política, y así se van a mantener.

Sin embargo, la “Virandeira**** revistió una doble y aparentemente paradójica faceta: además de las dimensiones que pueden relacionarse con un fenómeno de “reacción aristocrática”, buena parte del personal político se mantuvo e incluso se dieron nuevas iniciativas “ilustradas”. El rasgo decisivo en la difusión de la cultura de las Luces y de otras formas de pensamiento “moderno”se dio con la creación de la Academia Real de las Ciencias en 1779-1780, que, con el sello de la Corona, podía publicar sin censura. A pesar de sus límites, las reformas de la Universidad de Coímbra tuvieron un fuerte impacto en la formación de las élites y en los viajes científicos promovidos por la Corona que otorgarán un nuevo conocimiento de Brasil.124 Sin embargo, ese impulso indiscutible fue limitado por su coincidencia con una férrea censura literaria y con la actuación de la Intendencia General de la Policía, particularmente en el caso de la actuación del famoso intendente Pina Manique. En general, la difusión de la cultura y de la sociabilidad de las Luces parece limitada y, sobre todo, poco autónoma con relación a los círculos oficiales. No existe nada en Portugal que tenga la amplitud de las Sociedades Económicas de Amigos del País en España. A pesar de alguna insistencia de la bibliografía reciente sobre la importancia de la “opinión pública” en el periodo en cuestión, la verdad es que sus expresiones no pueden dejar de considerarse, en términos comparativos, bastante restringidas.125 Puede sugerirse que en Brasil el control oficial fue mucho menos eficaz.126 Pero parece difícil descubrir una vitalidad del movimiento ilustrado de fin de siglo comparable a la que tuvo lugar en la América española.

El impacto de la Revolución americana y de la Revolución francesa, más allá del contexto local, va a generar dos importantes intentos sediciosos: el primero en Minas Gerais (1788-1789) y el segundo en Bahía (1798).127 Si bien se considera que el primer caso pudo haber sido una respuesta local a la política real hostil a las élites regionales por causa de las malversaciones de oro cuya responsabilidad se les imputaba, no puede decirse lo mismo del segundo escenario. En todo caso, se trató de hechos aislados, de los cuales no puede inferirse un descontento general.

El fin de siglo fue caracterizado por una notable prosperidad comercial. Para los años entre 1796 y 1807, sobre los cuales disponemos de datos globales en lo referente al comercio externo portugués, la reexportación de productos coloniales mantuvo un papel dominante en las exportaciones portuguesas, correspondiendo a casi dos tercios de su valor total. La novedad reside en la creciente búsqueda europea de algodón brasileño, con un peso cada vez más relevante, a la vez que la exportación de cacao y de café es también cada vez más significativa. El rasgo más singular de esta prosperidad comercial, sin embargo, fue la importancia cada vez mayor que los mercados coloniales adquirieron, no sólo como suministradores de materias primas, sino ahora también como consumidores de exportaciones metropolitanas. Ciertamente, a pesar de que la reexportación de productos europeos representaba cerca de la mitad de las exportaciones portuguesas a Brasil, la verdad es que la exportación de productos manufacturados portugueses (sobre todo textiles —algodón, lana y lino— y de hierro) superaron en mucho el vino y otros productos alimenticios.128

Manuel da Silva Godinho, Épocas principales de la Monarquía lusitana. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil.

Al mismo tiempo, en un contexto ideológico e intelectual en el cual las antiguas formulaciones mercantilistas sobre la política colonial comienzan a dar lugar a ideas más favorables a la libertad de comercio, cuando no abiertamente defensoras del liberalismo económico smithiano,129 el gran intérprete de los proyectos más relevantes de reforma institucional fue don Rodrigo de Sousa Coutinho (1755-1812), cuyos primeros pasos estuvieron protegidos por Pombal, y quien, después de pasar por la diplomacia, fue sucesivamente secretario de Estado de la Marina y Ultramar (1796), de Hacienda (1801-1803) y (ya después del traslado de la corte a Brasil, que defendió con decisión) de Guerra y Negocios Extranjeros (1808-1812). Sobre sus proyectadas reformas mucho se ha escrito. Se pueden destacar tan sólo dos notas. La primera para subrayar que, si bien para el reino sus propuestas interfieren en las estructuras fundamentales del Antiguo Régimen antes de 1808 —es decir, antes de la partida de la familia real hacia Brasil, en particular en su Memória sobre os melhoramentos dos dominios de Sua Majestade na América (1797/1798)—, nunca su “reformismo […] afecta […] las características básicas del Antiguo Régimen colonial, conservando Portugal el papel de almacén necesario de los productos brasileños y Brasil el de mercado reservado para los artículos portugueses”.130 La segunda para resaltar que, a medida que el cerco napoleónico se abrió, fue don Rodrigo quien con más claridad formuló la concepción plástica de la monarquía como un espacio pluricontinental, en el cual Portugal no era “la mejor y más esencial parte”, por lo que quedaría en manos de los soberanos, en el contexto de la guerra europea, “la creación de un poderoso Imperio en Brasil, donde se vuelva a reconquistar lo que se pueda haber perdido en Europa”.131 Le correspondió a él, por tanto, ser el próximo inspirador de un proyecto que (si bien tenía raíces anteriores bien remotas, pues ya la monarquía de los Braganza se basaba en las relaciones del reino con Brasil) las circunstancias de la guerra finalmente impondrían. Por todo ello, este reformismo final forma parte ya de una realidad distinta de aquella que ha venido discutiéndose a lo largo de la mayoría de las páginas anteriores.